quinta-feira, 2 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dia do Profissional de Educação Física

No dia 01 de setembro de 1998 foi promulgada a Lei nº 9696 que regulamentou a profissão no Brasil.

"A Educação Física tem como missão maior a promoção da saúde e qualidade de vida de nossa sociedade, através da orientação e condução para a prática sistemática de atividades físicas e desportivas em todas as fases da vida, promovendo um estilo de vida ativo em contraponto ao sedentarismo dominante em nossa sociedade." Roberto Saad -(Diretor do Curso de Educação Física da Unifran)


Aos amigos da Educação Física, nosso carinho e respeito.
Parabéns!
Um abraço,
Maria Angela

"Adoro Odiar Meu Professor"

O título acima pode não ser  nada convidativo, muito pelo contrário. Mas, sem dúvidas suscita curiosidade.

Trata-se da obra do professor Antonio Zuin "Adoro Odiar Meu Professor - o aluno entre a ironia e o sarcasmo pedagógico".

Munido de uma expetacular narrativa, Zuin extrapola as dimensões de tempo e espaço e coloca na mesma mesa de discussão e debate Sócrates, Platão, Russeau, Galileu , Freud, Nietzsche e outros pensadores. O ponto chave desta discussão é a relação professor-aluno. Mais do que isso, trata das relações hierarquizadas mediadas pelo poder do conhecimento.

Esta "mesa de discussão" acontece em três capítulos que vão se desenrolando a partir da exposição dos elementos do método socrático - ironia, refutação e maiêutica - até o uso das tecnologias da comunicação.

No capitulo inicial , o autor esclarece os conceitos em torno da Paidéia Ironica de Sócrates, isto é, seus métodos educativos. Socrátes usava a ironia como forma de desenvolver o pensamento de seus dicipulos. A ironia é uma estratégia de contra argumentação a partir do questionamento da verdade embutida em determinados conceitos. A medida em que não aceita a argumentação,  Socrátes contra argumenta  levando-o a reconhecer sua própria ignorância (refutação) e buscar reorganizar sua argumentação a partir dos conhecimentos que já lhe são inerentes (maiêutica).

Nos capítulos seguintes, Zuim expõe como a ironia transformou-se em sarcasmo nas relações professor-aluno, a substituição dos castigos físicos por punições psicológicas e suas consequencias . Discute-se aqui, as incoerências entre o que o discurso do professor e seu  comportamento. Os valores que prega e o uso que faz dos mesmos.

Em verdade, o professor Antonio Zuim nos propõe uma reflexão : Como tratamos o outro? Que mensagem compõe a nossa fala, o nosso gestual, que permite ao outro um salto qualitativo em seu desenvolvimento -social, emocional, cognitivo- ou  leva a desqualificar, humilhar o outro? Enquanto educadores, que uso fazemos da didática e que didática é esta que leva ao desencadeamento de uma relação de hostilidade entre professor e aluno?

No ultimo capitulo, o autor apresenta o  uso da informática , mais especificamente a ferramenta Orkut, como espaço para alunos ressentidos extravasarem a violência que sofrem no ambiente escolar.

..." se os mestres se tornam modelos de conduta por vários tipos de processos de identificação, nos dias atuais parece prevalecer a chamada identificação com o agressor. Mas há uma diferença decisiva em comparação com períodos que antecedem a revolução microeletronica. Anteriormente a essa revolução, o aluno teria de esperar pacientemente até se tornar professor para poder desforrar-se   da dor e das humilhações que tivera de suportar tacitamente nas salas de aula.Ou então, aguardar pelo menos um ano para, na condição de veterano, sadicamente admoestar seus calouros nos trotes. Já nos dias de hoje o mesmo aluno pode criar uma comunidade virtual que amalgama seus protestos e homenagens a seus mestres com as respectivas representações aversivas e afetuosas de outros alunos". (p.111)

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Adoro odiar meu professor - o aluno entre as ironias e o sarcasmo pedagógico 
Antonio A.S. Zuin - Campinas - Autores Associados, 2008

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Boa leitura!
 Um abraço,
Maria Angela

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tecnologia, Metodologia e a Pedagogia Moderna



Proponho aqui uma reflexão a partir deste vídeo.
Tecnologia ou revisão da metodologia? O que precisamos encontrar em nossas salas de aula a fim de garantir uma educação de qualidade?

Um abraço,
Maria Angela

(contribuição dos alunos do 8o. período de Pedagogia da PUC MG)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Geografia do café da manhã

Proposta de atividade envolvendo, a princípio, as áreas de geografia e matemática ( produção de alimentos, economia, comercialização, distribuição de mercadorias, trabalho, distâncias, preços, direito do consumidor etc.).
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Esta proposta surgiu quando, ao arrumar a mesa do café da manhã, chamou-nos atenção a embalagem de uma nova marca de cereais que experimentávamos: era produzida no estado do Piauí. Curiosos pela distância percorrida por aquela caixa até nossa mesa -moramos em Poços de Caldas,MG- fomos buscar a origem de cada produto que compunha nossa primeira refeição do dia. Descobrimos que todos os produtos percorriam mais de 100 km até os supermercados da nossa cidade.
Que tal uma pesquisa com seus alunos? Basta fazer a leitura das embalagens dos produtos, localizar no mapa, pesquisar distâncias, rotas até a cidade onde vivem, preços... Enfim, o desenvolvimento fica por conta da criatividade de cada professor, do que estão trabalhando com seus alunos e da realidade em que estão inseridos.


A ideia é de que a aprendizagem seja uma aventura significativa e se possível prazerosa.

Algumas dicas:


- Use os atlas digitais se sua escola tiver acesso a internet . O programa Google Earth pode levar seus alunos até as cidades de origem dos produtos em 3D. É possível localizar, inclusive, as fábricas , basta indicar o endereço que está na embalagem.

http://maps.google.com.br/

http://earth.google.com/intl/pt-BR/

- Ensine seus alunos a fazer uso dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC) especialmente, quando o produto não apresente as condições adequadas para o consumo. Em geral as empresas fazem o ressarcimento do produto que ficou inutilizado. Também é muito válido fazer elogios e/ou sugestões.

Um abraço,

Maria Angela