segunda-feira, 26 de abril de 2010

Um bom modelo

Este vídeo é um convite ao pensar. Pensar o que fazemos e como agimos frente as dificuldades. Pensar que somos importantes para alguém e portanto nos tornamos idolos e modelos desse alguém. Pensar o que fazer para quebrar o círculo vicioso e contribuir para a construção de uma sociedade melhor. Seja uma boa influência , sempre!

Com carinho,

Maria Angela

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como as crianças veem a rua onde moram, o bairro, a cidade...o planeta?

Em junho deste ano, publiquei indicações de leitura de férias para educadores. Uma destas obras intitula-se “Como as crianças veem a cidade”.
Trata-se de uma pesquisa realizada com estudantes de Ensino Fundamental na cidade do Rio de Janeiro.
“Os resultados nos propõem uma análise bastante interessante sobre as visões das crianças a respeito de temas como: poluição, trânsito, moradia, o centro e as belezas da cidade. Nota-se ao longo da leitura e com análise criteriosa dos autores, que as ideias das crianças em alguns momentos são construídas por sua própria observação e vivência e em outros a reprodução das falas dos adultos ou pela mídia local. A leitura deste texto nos dá margem a pensar projetos de estudos bastante significativos que levem os alunos a descobrirem e pensarem criticamente as cidades onde vivem.” ( http://sala-do-professor.blogspot.com/2009_06_01_archive.html)
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Proposta de Projeto de Trabalho:
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Em primeiro lugar convido-os à leitura da obra: " Como as crianças veem a cidade" - Arno Vogel, Vera Lucia de O. Vogel, Gerônimo E. de A. Leitão - Ed Pallas – 2006. A partir daí, torna-se mais fácil entender a proposta e fazer as adaptações à faixa etária com a qual o projeto será desenvolvido.
O objetivo central é a educação para a cidadania. Levar os alunos a conhecerem e a olharem criticamente para o lugar onde vivem para que possam refletir e sugerir mudanças possíveis. Conhecer a história e as necessidades do lugar em que se vive é uma forma de preservá-lo.
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Sugestão para a seleção de temas:
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1. Moradiaa casa em que moro. Como é - casa ou apartamento? De que material é feita? Quantas pessoas moram na casa? Qual o tamanho? Quem construiu? O que falta? É agradável viver lá?...
Propor questões que deem margem à exploração histórica do local, os benefícios, as necessidades, as relações entre as pessoas, etc.
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2. Minha rua. Qual é o nome? E o Cep? Há quanto tempo mora lá? Quem são os vizinhos? A rua é asfaltada, larga, movimentada, arborizada? Perigos? Tipos de casa e/ou comércio que existem na rua? Tem coleta de lixo seletiva? Quais as necessidades?...
Pesquisar sobre o nome da rua e a origem da vizinhança é conhecer a história do local. Refletir sobre as necessidades é desenvolver cidadania.
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3. O bairro onde moro. Nome do bairro? Qual sua história? É antigo? As ruas são asfaltadas? Iluminadas? Tipo de comércio? Transporte coletivo? Posto de saúde? Escolas, igrejas? Quem são os representantes do bairro? (em alguns municípios existe a Associação de Bairro, em outros os Presidentes dos bairros). Curiosidades do bairro em que mora? Existe algum ponto turístico no bairro? Necessidades?
Propor a investigação da história do bairro e seu desenvolvimento. Como era e como é atualmente? O que se perdeu e o que se ganhou? Discutir a questão do progresso, dos benefícios e em contra partida a poluição, o transito e a segurança do local. Neste momento é possível a leitura de mapas e guia de ruas. Mapear o bairro e suas necessidades a fim de desenvolver a capacidade critica de buscar melhorias e não apenas reclamar do que há de errado.
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4. Nossa cidade. Nome, histórico e geografia da cidade, população, origem dos habitantes, pontos turísticos. O centro e os bairros. Economia. Transportes. Representantes políticos – prefeito, vereadores... Necessidades, melhorias e curiosidades...
Propor a investigação da história da cidade e seu desenvolvimento. Como era e como é atualmente? O que se perdeu e o que se ganhou? Discutir a questão do progresso, dos benefícios e em contrapartida a poluição, o transito e a segurança do local.
Mapear a cidade com rios, represas, divisão dos bairros, pontos turísticos, tipos de transporte a fim de fazer uma análise critica das necessidades e ser capaz de sugerir e exigir melhorias.
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Desenvolvimento:
As fontes de pesquisa vão desde a observação propriamente dita dos espaços a entrevistas com moradores e autoridades, arquivos de jornal e revistas, museus, internet, consulta a mapas , guias de rua, etc.
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-Desenho – o desenho é considerado a primeira forma de expressão utilizada pelo homem como registro de sua história até o aparecimento da escrita. Desenhar o que se vê ou o que se idealiza a respeito dos temas propostos é um exercício de observação e registro fascinante. Para as crianças menores, ainda não alfabetizadas, uma estratégia de comunicação gráfica e para os maiores um desafio, pois de posse da linguagem escrita abandonam outras formas de comunicação.
Recorrer ao desenho como registro fiel das observações tem sido o foco do programa “Jovens Ilustradores” promovido pela Vale em várias cidades do Brasil. Os cursos sobre ilustração botânica e ilustração cientifica resgatam a observação e o uso de lápis, borracha e tintas coloridas num mundo dominado por tecnologias digitais.
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-Fotografia: A fotografia é uma forma de expressão e registro de um fato. É como se congelássemos uma situação como forma de informar um acontecimento, uma experiência, sentimento ou emoção.
Fotografar é também uma forma de denunciar ou chamar a atenção para abusos ou belezas do que acontece nas ruas, nos bairros e na cidade. Proponha aos alunos fotografarem o que consideram interessante e criem as legendas para cada imagem.
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Para saber mais:
- “Nosso olhar – fotografia e cidadania”. A fotografia como forma de inclusão social http://www.girassolidario.org.br/index.php?can_cod=24&con_cod=74
- Impressões do mundo - Fotógrafa japonesa Hikaru Nagatake viaja por vários países levando câmeras para que crianças revelem a sua impressão do mundo.
http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Comunidade/Projeto-leva-fotografia-para-escolas-brasileiras
-“Fotolibras” - Projeto de Fotografia Participativa com Jovens Surdos que tem por objetivo utilizar a fotografia como meio de expressão e comunicação, aumentando a visibilidade e inclusão da comunidade surda através da criação e divulgação de fotografias feitas por jovens surdos. http://www.fotolibras.org/projeto.html
- “O ambiente escolar na visão das crianças através da fotografia” http://www.ufpel.edu.br/cic/2008/cd/pages/pdf/CH/CH_01879.pdf
- “Fotografia muda vida de crianças e adolescentes de Goiana”
http://pe360graus.globo.com/noticias/cidadania/responsabilidade-social/2009/02/26/BLG,554,25,391,NOTICIAS,800-FOTOGRAFIA-MUDA-VIDA-CRIANCAS-ADOLESCENTES-GOIANA.aspx

Produção de texto: Os autores da pesquisa usaram como estratégia de coleta de dados com os alunos das últimas séries do Ensino fundamental, a produção de cartas pelos alunos. As cartas eram endereçadas às autoridades competentes e relatavam os problemas da cidade observados pelos estudantes. Cartas pode ser uma das modalidades de texto. Elas podem denunciar ou fazer reinvindicações
Além de cartas, fotos e desenhos podem se transformar em cartões-postais que levam no verso um rápido depoimento sobre o lugar. Ou ainda, transformar-se num outdoor com uma rápida mensagem que convença o leitor. Outro recurso significativo para o uso da produção de texto é a criação de um jornal cujas noticias são resultado da pesquisa dos alunos. Aqui treina-se um outra modalidade de escrita: o texto jornalístico. E outro recurso que reúne imagem e texto é a criação de blogs.
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O produto final deste projeto de pesquisa fica por conta dos participantes–autores. São eles que resolvem como socializar as informações com a comunidade.
O mais importante é que ao final deste processo os alunos tenham uma visão diferenciada de sua rua, bairro e/ou cidade e contribua para a manutenção e preservação das mesmas.
Variações sobre o mesmo tema:
Como variações sobre o mesmo tema, todas as estratégias podem ser desenvolvidas pelos professores de línguas estrangeiras.
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Bom trabalho.
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Um abraço,
Maria Angela
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( comente esta proposta)
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Feliz Dia do Professor


Não, esta não é uma tarefa fácil. Mas, só quem vive a vida dentro da escola sabe o quanto interessante, fantástica e gratificante é esta profissão.
Uma experiência fascinante é caminhar pelo corredor de uma escola.
Em cada sala de aula um mundo diferente acontece. Pequeninos descobrem a escrita de novas palavras, outros experimentam a medição de cubos e cilindros. Numa sala, falam em espanhol enquanto na outra se discute a vida nas cavernas. Mais adiante, alguns experimentam misturas químicas enquanto outros refletem sobre a moral e a ética. Numa sala comunicam-se agora em inglês e na sala em frente analisam e comparam as obras de Picasso e Van Gogh. Lá fora, ouvimos os gritos de euforia durante uma partida de voleibol, enquanto na sala em frente, uma música suave é tocada nas clarinetas.
Amanhã, será tudo diferente. Mesmo que as atividades pareçam ser as mesmas, um novo mundo se abre para crianças e jovens.
E quem é o responsável por tudo isso? Quem dá vida aos textos dos livros e instiga a todos a novas descobertas?
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Parabéns Professor!
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Receba meu respeito, meu eterno agradecimento e uma maçã!
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Com carinho,
Maria Angela
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Uma frase do Mestre Paulo Freire:
"A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda. Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será minha e por isso terei você para sempre."
Paulo Freire
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Diversidade social e cultural




"Todos os homens nascem iguais e todos têm o mesmo direito"
Declaração dos Direitos Humanos
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Educar para a cidadania é, antes de tudo, educar para viver em sociedade. Educar de modo que todos entendam que a realidade vai muito além daquilo que vemos em nossas casas, nas ruas de nosso bairro, nos espaços de lazer que frequentamos.
Há dois mundos distintos que separam os alunos das escolas publicas e privadas espalhadas pelo mundo. Afinal, o Brasil não é um país com o “privilegio” de ter pobreza, miséria e grandes diferenças sociais. Elas estão por toda parte, em todos os contextos sociais, sob qualquer regime político.
Afinal, o que sensibiliza nossos jovens e crianças para o respeito às diversidades e a cidadania ? A briga entre adolescentes incentivada por uma mãe e filmada por um colega? A professora hospitalizada por conta de um bloco de concreto jogado no parabrisas de seu carro? Os moradores das cidades do sul e sudeste do país que tiveram suas casas destruídas pela chuva, enchentes e tornados? Trabalhadores que invadem o lixão das cidades durante a madrugada, enfrentando baixas temperaturas e risco de contaminação, em busca de lixo reciclável? A doença provocada pela contaminação das águas das enchentes? A falta de recursos para uma educação melhor? A fome?
Podemos dizer que a linha que separa os “mundos escolares”, enquanto divisão de classes e realidades, tem o nome de aceitação ou conformismo. Isto é, a não indignação para o modo como cada um dos seres humanos vive ou sobrevive.
Aceitar ou conformar-se de que a realidade da fome é, para algumas crianças, satisfazer-se com o que é colocado a sua frente sem questionar se tem “cebola”, “molho de tomates” ou com que tempero foi preparado. Sem direito ao “não gosto, não quero!”
Que a realidade da educação é para muitos, sentar-se em bancos quebrados numa sala com goteiras, usar livros usados, ir de chinelo furado para a escola e ficar muito feliz quando ganham um lápis novo sem o direito de escolha : “quero o caderno com a capa do herói da TV , mochila de rodinhas da Hello Kitty e tênis Nike”. E para muitos outros é a merenda ou o vale-leite ao qual terão direito.
A violência não é fruto deste século, nem nos anteriores. Ela existe desde que o homem sente fome: fome do poder, fome de direitos, fome de feijão com arroz, fome de conhecimento, fome da aceitação, fome de respeito, fome de reconhecimento.
Educar para a cidadania é antes de tudo educar para o desenvolvimento das inteligências “inter e intrapessoal“ , conhecimento de si mesmo –quem sou? Como sou? Minhas possibilidades e limites? Meus valores ?- E colocar-se no lugar do outro, sensibilizar-se, contribuir para a transformação positiva da realidade que o cerca.
Um desafio para o educador e para as famílias que, muitas vezes preocupados com a segurança de seus filhos, os enclausura em cúpulas superprotetoras, impedindo a visão mais ampla do mundo que o rodeia.
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A fim de auxiliar nesta tarefa selecionei alguns materiais que podem ser úteis para o desencadeamento de projetos de estudos no que diz respeito à Educação para a Cidadania . Vale lembrar que este é um tema que não se ensina, mas que são aprendidos a partir da oportunidade de questionamentos, de vivência e do convívio com modelos positivos.
Minha sugestão é sensibilizar o grupo com um destes curta-metragens (ou com ambos):
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“Ilha das Flores”
Diretor: Jorge Furtado
Ano: 1989
Duração: 13:00
Discute, de modo didático e bem humorado a formação da sociedade de consumo. Acompanha a trajetória de um “tomate” desde a sua plantação até virar lixo. Neste percurso dá pistas da geração de riquezas e desigualdades sociais.
Disponível em:
http://video.google.com/videoplay?docid=5310352391555601366
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“Chicken a la Carte”
Diretor: Ferdinand Dimadura
Ano: 2005
Duração: 06:09
O filme trata da fome e da pobreza decorrente do processo de globalização. Chama a atenção para o fato que em todo o mundo, cerca de dez mil pessoas morrem todos os dias de fome e desnutrição. Mostra uma parcela da população esquecida pela sociedade e que sobrevive daquilo que não serve mais ao homem.
O propósito desta produção é o de sensibilizar para as diversidades e desigualdades tão marcantes na atualidade. As imagens são tão claras que dispensam a tradução dos textos em inglês.
Disponível no final deste post.
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Proposta de Projeto de Trabalho:
A partir da discussão dos filmes, elencar com o grupo os subtemas possíveis para pesquisa (violência, fome, desigualdade social, oportunidade de trabalho, lixo X luxo, desperdício, direitos humanos, políticas públicas, doença, contaminação, preservação de meio ambiente, trabalho social, educação de qualidade, liberdade e escolha, etc).
Lembrem-se de que um projeto de pesquisa parte de um questionamento, uma pergunta a ser respondida. Desafie seus alunos a pensarem os “por quês” e os investigarem.
Quanto o produto final das pesquisas, que tal a produção de documentários (com os recursos que tiverem), diários, folders, instalações, blogs, seminários...
Selecionei três indicações bibliográficas a fim de auxiliar o processo de construção do projeto, isto é, desenvolver nos estudantes auto-conhecimento e reflexão a cerca do conviver. Caso contrário, corre-se o risco de se fazer um “tarefão” e uma “super exposição de trabalho aos pais”, mas que no final não transforma ninguém.
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- Coleção Dialogando e Refletindo : CidadaniaVol. 5 – Naldemir Maria Mendes – Ed Vozes – 2004
- Eu& os outros – Melhorando as relaçõesIacocca – Ed. Atica – 1998
- Programa vivendo valores na EducaçãoAtividades com valores para Estudantes de 7 a 14 anos – Diane Tillman - Ed. Confluência – 2004
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Cabe a cada educador adaptar material e atividade de acordo com o grupo com o qual trabalha: faixa etária, recursos disponíveis, experiências extra-curriculares, necessidades do grupo, etc.
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Bom trabalho!
Um abraço,
Maria Angela

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Leituras de Darwin

Em comemoração aos 200 anos do nascimento do cientista naturalista Charles Darwin, a Universidade de São Caetano do Sul -SP em parceria com o SESC -SP, abrem o campus da universidade entre os dia 14 e 19 de setembro para a mostra Leituras De Darwin.
Colóquio, palestras, exposições, oficinas e mini cursos apoiados em quatro eixos temáticos: Naturalismo, Evolução, Etologia e Antropologia. Referencia a vida e obra do cientista fazem parte da programação do evento. Além de apresentações musicais e teatro.

Destaques da programação:
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PAINEL DE ABERTURA (transmissão simultânea via Web) "Darwin no contexto científico e social". Com o Prof. Dr. Aziz Ab'Saber, geógrafo, Presidente de Honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Professor-emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e professor-honorário do Instituto de Estudos Avançados da mesma universidade.
Dia 14/09, às 19h. Local: USCS - Campus I. Av. Goiás, 3400, São Caetano do Sul.
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INSTALAÇÃO INTERATIVA - Instalação lúdica e interativa abordando a vida e a obra de Charles Darwin e os desdobramentos da sua teoria na atualidade.
De 14/09 a 19/09 (segunda a sexta das 8h às 21h30; Sábado, das 9h às 17h30).
Local: USCS Campus I. Av. Goiás, 3400, São Caetano do Sul. (Não é necessário inscrição)
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Entre os palestrantes os destaques são: Prof. Dr. Carlos Rodrigues Brandão (Unicamp), Profª. Dra. Maria Isabel Pinto Ferreira Landim (Museu Zoologia - USP), Prof. Dr. Nélio Bizzo (USP) e o jornalista Marcelo Leite (Folha/SP, Editorial Ciência)
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Agenda:
As leituras de Darwin
De 14 a 19 de setembro/2009
Local: USCS -Av. Goiás, 3400, São Caetano do Sul- SP
SESC São Caetano -Rua Piauí 554 - Bairro Santa Paulo - S. Caetano do Sul- SP
Informações e inscrições: http://www.uscs.edu.br/index.php
Agendamento das escolas:11-4239-3355
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Um abraço,
Maria Angela